domingo, 23 de dezembro de 2012

Dando os primeiros passos

Nessa semana entre a primeira e a segunda consulta na nutricionista, eu consegui ir à academia do condomínio uma vez e fiquei orgulhosa de mim.

Deixei o meu filho com a faxineira, que vem duas vezes por semana e será a minha maior aliada nessa tentativa de voltar a malhar. Como eu já fiz exercícios de academia diversas vezes nos meus 33 anos, sabia que devia começar devagar, sem me arrebentar nos primeiros dias.

Orgulhosamente conto que andei de forma rápida por 20 minutos e corri 10, sem morrer.
Depois fiz leves exercícios de musculação e terminei fazendo os abdominais em casa com o meu pequeno pulando em cima de mim. Foi gostoso e divertido.

Acabei escolhendo saladas rebuscadas e caras na hora do almoço e cereais pela manhã, pois já sabia que a dra. indicaria isso.

Dá pra sobreviver, mas já me sinto uma alienígena solitária no mundo que come livremente. Eu, por outro lado, preciso pensar, escolher, preparar, separar, andar com uma bolsa térmica que se tornou minha melhor amiga.

A grata surpresa é que essas saladas caríssimas (variando de R$ 25 a R$35 reais) são realmente gostosas. Tem uma que me conquistou que contém shitake, laranja, brie, tomate cereja, alface, castanhas de caju e molho de mostarda com mel (que é um problema, mas...)

Foi bom descobrir que salada pode ter gosto.

De cara com a nova realidade

Após passar uma semana sem saber o que podia comer, marquei uma consulta com a nutricionista Renata Sagretti. Durante quase uma hora ela investigou os meus hábitos alimentares e ritmo de vida.
Como repórter de jornal diário, o que eu mais pude dizer é que não tenho nada regrado.

Quando come? Quando dá.
O que come? Depende de onde estou.

Mas como eu precisava abastecê-la de informações mais precisas fiz um esforço para ser mais clara e fiquei envergonhada ao responder.

Percebi que na correria de trabalhar e pegar o meu filho na escola sem ter que viver pagando horas extras, negligencio meu almoço e passo no McDonalds 3x por semana.
Que quando tomo café da manhã, geralmente vamos a uma padaria onde peço risoles, x-burguer, coca-cola normal... E pra viagem já peço dois bombons.
Lanche? Qualquer coisinha à mão. Bolacha recheada, queijo muzzarela em tiras.

E de noite um macarrão, um tostex, um risoto.

No fim, tudo errado. Mas essencial pra mim, que gosto de comer bem.

A Dra. olhou preocupada e me deu um papel com as seguintes PROIBIÇÕES:
nada que contenha AÇÚCAR / FARINHA DE TRIGO BRANCA / FRITURA E CREME DE LEITE.

Bom, a partir daí comer é hora de mau humor.

Ela me pediu para voltar na semana seguinte para me entregar um planejamento alimentar. E deixou claro que se eu não começar a fazer exercícios, metade do trabalho para baixar esses índices de coleterol e triglicérides, vai por água abaixo.


NOTÍCIAS DE DENTRO DE MIM

Acostumada a fazer exames de check-up anuais, eu definitivamente não esperava ter maus resultados quando este ano fui fazer a maratona de visitas ao laboratório Delboni Auriemo. Exames de sangue, urina, tomografia da face, ultrassom do corpo todo, teste ergométrico, ecodopplercardiograma.... e afins.

Depois que o meu filho nasceu curiosamente eu passei a emagrecer sem fazer exercícios físicos e sendo assim, pude comer coisas gostosas. Olhava no espelho me sentindo melhor à cada dia, recebendo elogios de amigos pela forma física e aproveitando para comer risoles, McDonalds, Coca-Cola, sonho de valsa e cervejinhas ocasionais. Nada me preparou para o que os exames apresentaram.

Com o índice de Colesterol nas alturas e Triglicérides estapafúrdios fui obrigada a desembolsar R$ 200,00 para comprar o remédio mensal de colesterol e a mudar a minha alimentação drasticamente. Nenhuma das duas situações me agradou.

Pois é aqui que começa uma nova fase neste blog.
Pretendo, dentro do possível, relatar essa nova empreitada de momentos difíceis e de escolhas dolorosas  diariamente. Quem sabe me esforço ainda mais para não desapontar meus leitores e melhor ainda, obtendo sucesso, posso incentivar quem também passa pela mesma situação.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Amo muito tudo isso

Outro dia criei uma definição para meus sentimentos de mãe: é como uma mistura de masoquismo com McDonald´s "sofro, canso, mas amo muito tudo isso"
 
Eu descobri que nasci para ser mãe. O que talvez me falte é o jogo de cintura para lidar com todo o resto da minha vida.
 
Passo muitas horas com o meu lindo filhote e não troco isso por nada. Digo que estou cansada, mas no fim das contas ai de alguém querer me dar folga para eu descansar e deixar o Lucca longe de mim.
 
Agora, porque estou cansada? Bom, vejamos...
 
Acordo 6h
Pego o Lucca 6h20 na cama
Chego na escolinha às 6h58
Trabalho das 7h05 às 15h quando a Band me permite tamanha pontualidade
Daí pra frente é cuidar da casa e do pequeno
 
Chego em casa todo dia apertada para ir ao banheiro. Muitas vezes almocei algo do McDonalds no carro mesmo porque é comum não dar tempo de comer e pegar o pequeno na hora certa.
Aí tem uma quantidade de bolsas e papelada para tirar do carro.
Já em casa deixo o pequeno no chão, vou ao banheiro, fico de olho nele...
Passo aspirador de pó em tudo que é visível por causa dos pêlos do meu cachorro e fico de olho nele...
Ele sorri fazendo arte.
 
Entro em ação porque ele está prestes a fazer algo errado.
 
O coloco no cercadinho e vou lavar a louça e colocar as mamadeiras para esterelizar.
Água no fogo para ferver.
Olho nas coisas que ele joga para fora do cercadinho e são desejadas pelo cachorro.
Ele reclama do cercadinho.
Eu o pego e ele dá aquele sorriso que mata.
 
Hora da papinha.
Esquento a papinha, separo colher, guardanapo, fruta de sobremesa, colher para a fruta, mamadeira de água, babador.
Coloco o bebê na cadeirinha, ele reclama.
Faço careta, ele sorri bem grande.
 
Passo os próximos 30 a 40 minutos dando o jantar vespertino sem parar um segundo de cantar, balançar a cabeça, piscar os olhos de forma bizarra para atrair a atenção do meu espectador favorito.
 
Ele se enche.
Pego equipamentos ultratecnológicos para fazer a higienização da boca com 6 dentes. (água e gaze)
Escovo a gengiva dele e os dentes em meio a mordidas doidíssimas e sorrisos marotos.
 
Pronto. Hora de brincar.
Olho nele. Olho na Tv.
Olho nele.
Entro em ação.
 
Hora de trocar a fralda.
 
Mais brincadeira.
Olho nele.
 
Passado um tempo, hora da mamaderia de leite.
Ele fica animado.
Mama tudo e agora não dorme o soninho do leite, portanto... Mais brincadeira.
 
Aproveito para lavar o que foi gerado de louça na janta dele.
Preparo a mochila para o dia seguinte na escolinha.
Olho nele.
 
Quando dá 20h e um pouco chega o meu marido.
Fazemos o jantar ou lanche, de olho nele que já está com sono e um pocuo menos paciente.
 
Chega a hora do banho.
Eu sigo para fazer a mamadeira vitaminada.
Volto para ajudar na secagem, higienização das orelhinhas e dar a dose de vitamina.
O papai dá a mamadeira, eu dou o beijo para bons sonhos.
Tomo banho e simplesmente me jogo como uma pedra na cama porque amanhã, é outro dia.
 
 

 

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Novos tempos

A pedido de um querido colega meu e excelente cinegrafista, André Alexandre, volto a escrever no meu blog. Mas para isso preciso mudar de foco. Não posso postar textos jornalísticos como era a minha intenção inicial. Para poder escrever com mais frequência tenho que falar do que venho vivendo e é exatamente por isso que me falta tempo.









Começo com o dia de hoje quando apresentei pelo terceiro dia consecutivo o Band Folia no estúdio da Band em São Paulo. Foi muito divertido porque, depois de 14 anos na empresa, me senti muito paparicada. Como a roupa que eu deveria usar no dia de hoje não deu certo no cenário virtual, tive que fazer mais duas trocas de roupa, sapato, brincos e pulseiras em menos de 15 minutos.

Tinha tanta gente em cima de mim que eu me senti a própria JLo...rs

Em um momento de silêncio eu parei para realmente perceber onde eu estava. No mesmo estúdio onde comecei a trabalhar como estagiária há mais de uma década. Quando era assistente de produção e fazia exatamente o que as meninas da produção de hoje fizeram por mim e para mim.

Que sensação curiosa.

Ao mesmo tempo que gostei muito de ver que caminhei de verdade na minha carreira, quis poder agradecer à toda equipe que estava comigo, porque sem eles eu não sou nada.

Saí da Band de volta para casa com a sensação de dever cumprido e com gostinho de quero mais.

Um beijos a todos.
Marina

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Doação de órgãos

Só conhece a angústia e o desespero da expectativa por um órgão quem precisa dele ou tem algum parente que está doente. Hoje você pode viver outra situação e achar que a doação de órgãos não é importante, mas e se amanhã tudo mudar e você se tornar um paciente na lista de espera?
 
Atualmente 31 mil pessoas aguardam pela boa notícia de ter uma nova chance na vida. Destas, 20 mil estão à espera de um rim. Uma realidade assustadora para quem, como eu, entrou em um centro de hemodiálise e viu pacientes que fazem o tratamento de quatro horas, três vezes por semana, há 10, 15 ou 20 anos.
 
Em outro encontro, uma mãe chorava ao se dizer impotente para salvar a filha de 16 anos que é a primeira na lista de espera por um fígado. Giulia não pode mais ir à escola, fala baixo e pouco mas consegue dizer que sonha em voltar a ser uma adolescente normal.
 
No Brasil a doação de órgãos deve ser autorizada pela família e não há a necessidade do doador deixar um documento por escrito antes de falecer. Há ainda as doações em vida como a de parte do fígado, a de rim e a de medula óssea.
 
Para se tornar um doador de órgão vital é preciso que o paciente tenha a morte encefálica declarada. Isso significa que o cérebro parou de funcionar, mas o coração não pode parar de bater. O que mais leva uma pessoa a ter morte encefália são acidentes vasculares cerebrais, chamdos de AVC e traumatismos cranianos comuns em acidentes de carro.
 
No caso de ossos, pele e córneas, o doador pode ter falecido de praticamente qualquer razão. A boa notícia é que em São Paulo não há fila de espera para um transplante de córnea.
 
Aliás, a diferença de estrura para a realização de transplantes entre Estados é marcante. Enquanto São Paulo possui o primeiro hospital público especializado em transplantes e o o Hospital do Rim e Hipertensão que mais faz o procedimento no país e no mundo, alguns Estados brasileiros simplesmente não possuem equipamentos básicos e equipes treinadas para a captar e transplantar órgãos. Nas regiões sudeste e sul , há uma concentração de profissionais especializados, enquanto as outras regiões do país ficam desprovidas de equipes, principalmente na região norte onde a média de doadores e de transplantes é bem abaixo do resto do país.
 
Quando falo em equipes é importante citar a logística necessária para levar um órgão saudável de um doador falecido até o paciente.
Ao constatar a morte encefália, o hospital notifica a central de captação mais próxima - que no caso de São Paulo, a gerência é no Hospital das Clínicas. Essa central tem acesso à lista de espera e informa o hospital responsável pelo paciente que deve fazer a captação do órgão. Para isso pode ser utilizado o transporte aéreo como o helicóptero Águia ou o terrestre. Assim que o órgão chega ao hospital, o paciente segue para o centro cirúrgico em faz o transplante. Ao ter a alta ainda é necessário um acompanhamento por causa dos remédios que a pessoa deverá tomar por toda a vida para não rejeitar o transplante.
 
Além da falta de estrutura há ainda outro problema, a falta de informação que leva muitas famílias a negarem a doação porque acreditam em mitos. Então preste atenção.
 
Morte encefálica não é igual a estado de coma. Com este diagnóstico a pessoa evoluiu a óbito e não pode voltar à vida.
O procedimento de retirada dos órgãos é feito como uma cirurgia qualquer, fechando e suturando o corpo do falecido sem deixar nenhuma desconfiguração.
O caixão poderá ser velado aberto e não dificulta em nada o sepultamento.
As informações sobre o doador e os receptores dos órgãos são sigilosas.
 
Doe órgãos e salve vidas.

domingo, 10 de julho de 2011

Adeus Liga Mundial de Vôlei

Sem fôlego. Foi assim que passei parte da tarde de hoje ao assistir o jogo do Brasil na final da Liga Mundial. Tendo assistido a todos os jogos anteriores, e sendo fã assumida do esporte, xinguei, berrei, aplaudi e no fim terminei bastante irritada.

O vôlei masculino, principalmente nas mãos do Bernardinho, é para mim como um filme americano. Sempre há uma luta eletrizante que nos faz pensar que o mocinho vai perder, mas no final tudo termina bem.

Foi assim a partida contra Cuba. Foi assim o segundo set contra a Argentina. e poderia ter sido assim contra a muralha russa, mas o que vi foi um Brasil que repetidamente sacou e atacou para fora da quadra.

Os juízes erraram, ok. Mas os nossos jogadores, em especial o Sidão, que há pelo menos dois jogos não acerta um saque sequer, deixaram a desejar. Portanto a Rússia mereceu.

Devo fazer jus a quem jogou bem como Theo, Giba, Bruninho e Serginho. Lucão, Murilo e Rodrigão também tiveram seus momentos.

Não foi desta vez. Ficamos com a vontade de quero mais. Quem sabe as meninas que começam a competir no Grand Prix esta semana, possam nos dar essa alegria.