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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

FIMOSE NÃO É CIRCUNCISÃO - o que os médicos não alertam sobre o procedimento


Muitas mães vivem, já viveram ou ainda viverão o que eu vou narrar abaixo e acredito que a maioria vai concordar comigo que a tal cirurgia de fimose é, no fim das contas, um ato de selvajaria com os nossos filhos e conosco.
Primeira coisa que NINGUÉM fala: Cirurgia de fimose não é igual a circuncisão. Na cultura judaica, eles retiram toda a pele que fica sobre o prepúcio e depois do procedimento o pipi fica sem nenhuma pele por cima da cabacinha. Já na fimose, eles descolam a pele que não desce e o resultado final é um pênis normal com a pele descendo e subindo de acordo com a ereção ou manuseio.

Como a circuncisão é considerada uma opção muito higiênica, porque sem a pele nenhuma sujeira fica retida, quando disseram que o Lucca teria de fazer a cirurgia da fimose aos 3 anos e meio, fiquei animada que, pelo menos assim, ele teria um pipi livre da aporrinhação higiênica. Não foi isso que aconteceu, e só descobri depois que eram coisas diferentes.

Dito isso, vamos aos outros pontos não citados. Dependendo da linha de trabalho do seu pediatra, o que as mães podem ouvir varia da indicação de cirurgia até um ano de idade, logo após o nascimento ou depois de x tempo e muitas tentativas de resolver o problema com uma pomada cara chamada Postec. Foi essa a orientação que eu tive.

Passei o Postec no Lucca antes do aniversário de um ano... Depois me indicaram passar quando ele completava dois anos... e A última tentativa foi agora, no aniversário de três anos. Como não deu resultado, tivemos que ir para a remoção cirúrgica.
Esqueçam a chatice que é manter uma criança em jejum por 8 horas, sem poder tomar nem água duas horas antes da anestesia. Nem a cara de pânico que eles fazem ao entrar naquela sala cheia de coisas estranhas e médicos paramentados.
O problema começa a seguir.

Quando ele voltou da cirurgia recebemos a indicação de dar doses 3 vezes ao dia de Novalgina (xarope sabor morango- ótimo) e Profenid (também sabor gostoso) em gotas. Isso o livraria da dor. Tínhamos que o deixar em repouso por 10 dias em casa, e 30 dias sem atividades físicas. A argola que é colocada na ponta do pipi (uma opção melhor do que dar pontos porque dizem ser menos dolorida) e vai se desprendendo dele ao longo dos dias até que cai num prazo de 10 a 40 dias.

Até aí tudo bem. Ele ficou manhoso no primeiro dia e assim seguiu até voltar para a escola, mas com dois dias em casa, sentado no sofá vendo filmes e mais filmes sem se mexer, ele teve um coágulo no pipi e passou a sangrar sem parar.
Tivemos que levá-lo de modess na cueca para o Hospital Sabará para que o médico tirasse o coágulo. Um procedimento de tortura visto o horror nos olhos do Lucca quando ele fez isso. O pobrezinho se contorceu enquanto o segurávamos com todas as forças.

Nenhuma mãe devia ver uma cena dessas... nunca esquecerei.

Com isso resolvido, tudo seguiu bem. Ele foi ficando cada dia mais confiante e voltou a brincar e a correr. Com uns 20 dias da cirurgia a argola começou a descolar e aí ele voltou a sentir dor. Isso já era esperado.
Hoje finalmente a tal argola caiu e voltamos com ele no médico.

AGORA... só agora... somos informados que a luta continua e selvajaria e tortura devem se seguir por pelo menos mais duas semanas. Somos obrigados a fazer uma limpeza com água e Dermacid 2 x ao dia, mas isso nÃo pode ser feito no chuveiro. Devemos puxar a pele para baixo, passar a mão para limpar nas preguinhas, lavar e terminar com uma pomada e fechar puxando a pele para cima do prepúcio. Essa é a ordem pelos próximos 15 dias.

O problema é que isso dói pacas. O meu filho chora de ficar vermelho. E cá estamos nós o segurando de novo. E vamos ter que fazer isso 2 x ao dia por 15 dias. Sem falar nos outros 30 que deveremos passar Bepantol e deixar o prepúcio descoberto.

Isso é necessário para "calejar"e diminuir a sensibilidade da região que antes era coberta e protegida demais.

Eu confesso que não sei o que farei. Somos obrigados a isso porque é a seqüência da cirurgia, mas estou indignada. Se eu soubesse disso antes eu não teria esperado nenhum dia, não teria passado Postec, teria operado o Lucca logo que nasceu.
Quando eles são menores não tem ereção, o pipi tem menos sensibilidade, a fralda protege do toque... tudo é mais fácil e menos dolorido.

Agora... agora é um terror.

Por favor, pensem nisso e reflitam.
Beijos
Marina Machado

sábado, 15 de junho de 2013

Nos estúdios do Harry Potter





"O importante é que emoções eu vivi". E isso foi só o começo. 
A Warner manteve intactos quase todo os estúdios onde foram gravados todos os filmes da série Harry Potter. Os dois galpões gigantescos ficam a um trem (20 minutos) e um ônibus (15 minutos) de distância de Londres. 

O ingresso deve ser comprado com antecedência e tem hora marcada, por isso programe-se antes de embarcar na aventura. Aliás, é bom levar um lanche que não faça sujeira na mochila porque uma vez lá dentro você pode levar muitas horas passeando. Eles tem uma micro lanchonete entre os estúdios mas para chegar lá você demora muito. Pelo menos nós demoramos.

A guia inicial avisa que pode levar umas 3 horas para ver tudo. Uma vez lá dentro você fica livre para andar e ver o que quiser, pelo tempo que quiser. Por isso nós levamos 5 horas. 



A entrada é em um saguão com fotos dos atores principais. Logo na fila para a entrada (pra valer) já é possível babar pelo cenário da escada com armário onde o Harry dormia quando morava com os tios. Só ali já dá pra tirar umas boas fotos.







Depois a mágica acontece. Todo mundo entra em uma sala de cinema, assiste a uma apresentação com os atores do filme e quando essa tela sobe aparece a entrada do salão principal de Hogwards. O salão me deixou sem palavras. Era como estar lá de verdade. E esse foi só o começo.

Por todos os lados estão manequins com as roupas usadas pelos atores. Dumbledore... Hagrid (que em close era o ator de verdade, mas em cenas abertas era um ator grande em uma roupa gigante, sapatos desproporcionais e uma cabeça robótica com a cara do ator de verdade).... Snape.... Harry... Herminone... Ron....

Depois vem o quarto dos rapazes, o escritório do Dumbledore, a casa dos Weasleys, a sala de aula de pocões, a casa do Hagrid... E assim segue.



Mais perto do final deste galpão estão partes interativas com fundo virtual (verde). Aqui podemos aprender com o professor dos atores a fazer os movimentos corretos para lutar com a varinha. Também dá pra sentar numa vassoura voadora e se ver pela Tv voando sobre a água, sobre Hogwards e outros cenários. É claro que a foto e o vídeo ficam disponíveis e quem quiser comprar paga um valorzinho simpático.

Depois disso vamos para fora do galpão e encontramos outros cenários como a casa onde Harry morou com os tios na Privet Drive e a casa onde os pais dele foram mortos. Lá também está a ponte de madeira de Hogwards onde o trio sempre pára para conversar, o ônibus de 3 andares e a moto com side car do Hagrid.

Ali também está uma micro lanchonete muito tosca e a banca com BUTTER BEER.
Eu confesso que fiquei ressabiada mas experimentei. E me arrependo de não ter tomado várias "doses".
É uma delícia. Parece que misturam refrigerante de guaraná com espuma de caramelo.

No outro galpão estão espaços com os segredos do filme. As traquitanas tecnológicas pra fazer algumas cenas, os monstros, os desenhos dos cenários e o Beco Diagonal. A rua é incrível mesmo. Está tudo lá. E mais do que nunca você se sente no filme.

Pra terminar chegamos na parte que encheu os meus olhos de lágrimas: a maquete gigante do castelo.
Lá foram filmadas todas as cenas externas do castelo. É tudo perfeito e muito meticuloso. O castelo deve ter uns 5 metros de altura ou mais.

Ali dá pra gastar uns 20 minutos só admirando a excelência do trabalho da equipe dos filmes.

Quando o tour acaba começa outro tour. Pela loja de presentes.
Enfim... um suplício porque eu queria levar tudo.
Acabei comprando um óculos e uma varinha da Professora McGonagall. Aquisições que viraram relíquias em casa e estão muito bem guardadas.

Até a próxima!








Buggy em Natal e o jegue Ronaldo


Natal é a cidade do sol e dos passeios de Buggy.  Passear sobre as dunas requer muito mais conhecimento do que um motorista habilitado possa imaginar. O carro é por si só um tanque com rodas largas, apoios de segurança para os passageiros e outras engenhocas que esta jornalista não consegue reproduzir por falta de conhecimento em mecânica.
Fato é que a oferta de passeios e empresas chega a deixar o turista confuso. E as histórias e alertas que recebi antes de viajar com minha família me deixaram mais atenta.
Os guias/bugueiros são quase uma máfia. Tem gente boa e gente doida. Motoristas irresponsáveis e pessoas muito qualificadas. Para a minha sorte  o meu marido tinha gravado uma matéria com o Jaeci Neto, que tem o melhor carro da turma de Natal. E além do equipamento de qualidade, a própria figura dele já vale comentário. Simpático, atencioso, cuidadoso, prestativo e com bom preço.
Andamos o dia todo e em nenhum momento me senti insegura tendo meu filho de dois anos nos braços. Paramos em locais onde a natureza dá um tapa na cara por ser tão bonita. Meu filho andou no jegue de nome Ronaldo e com flores rosas na cabeça... vai entender...
Chegamos a piscinas naturais com peixes, passamos por dunas íngremes, vimos dromedários e até uma iguana verde, verde, verde.
Paramos para comer espetinho de lagosta e tomar caipirinha de cajá com vodka (parte boa de não estar dirigindo). Fizemos ski-bunda, e o ski-bunda na água.
Almoçamos em um restaurante delicioso e terminamos o dia voltando para o hotel pela praia tendo um pôr do sol de cinema nas costas.
A alegria de todos foi traduzida no sorriso do meu pequeno que à esta altura já estava de pé, apoiado na barra de proteção aproveitando o vento no rosto e nos cabelos.
A nossa experiência foi tão boa que repasso a vocês. Quem for para natal, pode contar com o Jaeci Neto.
 jaecineto@hotmail.com
(84) 9975-0194
Até a próxima
Marina

sexta-feira, 26 de abril de 2013

A dentista queimada viva e os bandidos patrocinados pelo Estado


Ouvi na rádio alguém comentar o caso da dentista queimada viva. A pessoa dizia que ela era de família simples, morava com a mãe, o pai e a irmã. A entrevistada contou que ela era uma pessoa boa que atendia pacientes de graça quando não tinham condições para pagar o tratamento dentário.
Aí esta pessoa pergunta indignada: "como a mãe dela vai viver agora?"

Ora bolas...
Sem filha.
Com uma cratera no peito e pesadelos ao dormir e acordar. Sem boa parte da renda.
E apenas aguardando a morte que talvez a anestesie a dor.

Agora, os bandidinhos, se foram pra cadeia, terão alimentação garantida...
não pagarão aluguel algum...
terão visitas íntimas...
e se derem muita sorte engravidarão periguetes e estas crianças terão pensão $$$$ garantida.


E aqui vai a reposta da minha amiga e grande repórter policial, Fabíola Figueiredo:
Amiga... Como essa mãe vai viver? Como? Impossível imaginar. Não sei se é possível uma mãe viver após a perda de um filho. Ainda mais uma perda covarde, brutal, cruel, impiedosa e sei lá mais o que como essa!
Amiga, querida. Eu, assim como os demais re
pórteres de jornais policiais como o Brasil Urgente, temos a difícil missão de todos os dias reportar, conviver, absorver, neutralizar a tristeza de destruições de família. Para que possamos cumprir nossa tarefa de todos os dias mostrar a realidade dura e violenta de um país que não proporciona a segurança que a população tem direito - por constituição - e ao mesmo tempo manter nossa mente sadia, temos que aprender a controlar a própria emoção, a não carregar para casa cada carga negativa, cada dor de parentes de vítimas que entrevistamos, cada tristeza profunda e infinita que descrevemos em nossos textos depois de sentir cara a cara nos olhares de pais, filhos, irmãos desesperados depois da morte de um ente querido e insubstituível.
Em treze anos de profissão, graças à luz de Deus e ao auto-controle adquirido por experiência, me considero uma jornalista que consegue separar o sofrimento de cada reportagem da minha vida pessoal.
Mas hoje, amiga, hoje cheguei em casa destruída! Depois de fazer a cobertura do velório e sepultamento da dentista queimada viva, QUEIMADA VIVA SÓ PORQUE NÃO TINHA DINHEIRO, encerrei o trabalho sem energia, sem esperança, sem acreditar nesta nação. 
O que passou na minha cabeça diante da cena daqueles pais tão humildes, tão simples, tão desolados???? 
Eu pergunto e respondo, amiga! 
Passou em minha cabeça o pensamento do qual fujo a cada reportagem. Me coloquei no lugar da dona Risoleda, mãe da dentista assassinada e tive a certeza de que se fosse eu aquela mãezinha, tenho a certeza de que teria me atirado dentro da sepultura para não permitir que minha filha fosse sozinha e para não ficar nesse mundo injusto, violento, covarde, maldoso.
Desculpe o desabafo, amiga... Mas sua postagem sensível e oportuna me fez vomitar todo o sentimento duro que encheu meu peito durante o dia de hj!
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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Julgando o meu primeiro julgamento

No sábado eu fui escalada para cobrir o meu primeiro julgamento.
E apesar de já ter quinze anos de profissão esta foi a primeira vez que vi o embate entre promotoria e defesa ao vivo.

Após a experiência posso dizer com todas as letras: É FASCINANTE!

O clima era de seriedade mas logo no início a enrolação do promotor, que gastou quase dez minutos agradecendo o juiz, o escrivão, a faxineira, os jurados, me levou a rir respeitosamente.

Estes, por sua vez, eram um grupo de jovens. Duvido que qualquer um deles tenha sequer a minha idade (33), e a jurada mulher me parecia ter 16 anos, mas como é necessário ter mais de 21 para ocupar uma cadeira no júri, imagino que ela tenha a idade mínima.

A juventude me preocupou porque achei inconsequente deixar nas mãos de pessoas com tão pouca experiência de vida, o resto da vida de outras pessoas.

Vinte e seis homens acusados pelo chamado "Massacre do Carandiru" estavam sentados do lado direito do juiz, à minha esquerda.  Olhei para a maioria deles e me impressionei ao ver tantos senhores de cabelos brancos e rostos aparentemente incrédulos. Alguns aparentavam deboche, outros desconforto.
Imaginei que algum deles diria: Maldito dia em que pisei no Carandiru.

Cheguei a ter pena, mas como Rui Barbosa bem lembrou, "os canalhas também envelhecem".

Eles aguardaram 20 anos para este julgamento e durante 3 horas de apresentação da promotoria, ficaram estáticos em seus lugares.
Eu, por outro lado, me mexia desconfortável na poltrona, tentando ouvir o que o promotor Fernando Pereira da Silva dizia. Ele parecia uma pastor dando um sermão para os fiéis. Horas elevava a voz e era energético. Outras vezes sussurrava tão baixo que todos os colegas jornalistas se inclinavam levemente para tentar compreender o que era dito.

A própria advogada de defesa mudou de lugar. Saiu do seu posto ao lado dos réus para ocupar uma poltrona no meio da platéia em frente.

Mas a mágica estava na lábia do promotor. Laudos com trajetórias das balas... Números contundentes... Comparações históricas... Quando acabou, eu tive pena da Dra. Ieda Ribeiro de Souza. Como ela iria rebater tudo aquilo? Provas incontestáveis...

Foi neste momento que resolvi não ir embora, mesmo com a chegada do meu colega Sandro Barboza ao tribunal. Liguei para a minha família e avisei que não sairia do Fórum da Barra Funda até ver o argumento da defesa.

Não me arrependi da decisão.

Após mais uma sessão de agradecimentos desnecessários, o clima começou a esquentar. Enquanto o promotor pintou o grupo como um coletivo de irresponsáveis, a defesa focou nos indivíduos. Pais de família, condecorados, batalhadores. Defensores dos cidadãos que foram colocados em um ambiente hostil, em um momento onde a PM não tinha equipamentos adequados e não podia se responsabilizar por alterações nas cenas dos crimes porque entrou, agiu e saiu. Ponto.

A Dra. era enfática. Energética. Passional.

No primeiro round do dia achávamos que não tinha volta e que não haveria réplica ou tréplica. Mas como ela causou feridas na acusação, o julgamento ficou ainda mais longo.

Para a minha frustração, não pude continuar acompanhando este jogo de xadrez, de pinceladas em brechas legais, de mocinhos e bandidos ao contrário.

Deixei o fórum curiosa e vibrando com a perspicácia desses advogados que só pela quantidade de papéis nas mesas, devotaram muito tempo para entender um dos dias mais marcantes da história criminal do País.

Soube pelo Sandro que a briga continuou boa depois que saí, mas que o outro promotor, Márcio Friggi, foi ainda mais competente e carismático, ganhando os jurados e conseguindo a condenação dos réus.

Seja como for, a experiência jornalística foi inesquecível e me fez ter mais respeito pelo processo jurídico.
Cheio de falhas, de enrolações, de homenagens sem propósito. Mas com muito estudo, paixão, envolvimento, jogo de cintura e coragem. Sendo essa a principal característica que vi nas oito horas de julgamento que presenciei.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Encarando a nutricionista de cabeça erguida

Me lembro bem da primeira consulta com a Dra Renata Sagretti. Foi um momento vergonhoso.

Dia 12 de dezembro do ano passado eu contabilizava: risoles, Mc Donald's, Coca-Cola, risotos, cerveja, chocolate...
Tudo que qualquer pessoa, minimamente informada, sabe que não é saudável se consumido com freqüência.

Hoje, pouco mais de quatro meses depois, tenho o orgulho de dizer que tudo isso é parte do passado e sem grandes sofrimentos.

Passo pelo Mc sem salivar. Olho para o risole e não tento agarrá-lo. A Coca virou Coca Zero. A cerveja um petisco raro e o chocolate passou para amargo e, quando de boa procedência, delicioso.

O resultado está nos números que Dra. Renata coletou em nosso novo encontro.
Veja só:
                          antes     agora
Tórax                 92         90
Peitoral               90        90
Cintura               75        72
Abdômen           85        80
Quadril               99        94
Coxa Direita       54        52
e por aí vai.......

Sem falar nas perdas de gordura. Só na coxa caiu de 23 para 15.

E tudo isso praticamente só com mudanças na alimentação porque o meu empenho na ginástica foi muito pequeno. Aliás, faz mais de um mês que não piso na academia do prédio.

Saí do consultório com orgulho e com mais vontade de continuar a me alimentar bem. 

Não quero e não vou emagrecer mais. 

Continuo com os 55,3 kg que postei há algum tempo aqui no blog, mesmo tendo pecado em um momento ou outro. Mas a prática da boa alimentação me fez eu me sentir melhor, mais leve, mais saudável...

E apesar dos meus exames (fiz há uma semana) terem mostrado grande melhora nos índices de colesterol e triglicérides, não foi o suficiente. Há dois dias tomo o remédio que o meu médico indicou. 
Mas tudo bem. Genética do inferno é genética do inferno.

A meta é a seguinte;

Seguir em frente comendo bem e direito.
Pecar muita raramente.
E tentar fazer exercícios.

Quando a terceira meta for constante eu farei novos exames e verei o resultado.
Sem medo e sem desânimo.




sábado, 9 de março de 2013

RESULTADOS concretos

A pedidos fui atrás de uma balança confiável para saber exatamente quantos quilos eu perdi. Confesso que fiquei ansiosa para descobrir em números o que as roupas e o espelho já me dizem.

Na Band eu ouvi de colegas que eu teria perdido  de 5 a 8 quilos...

Bom, não foi nem perto disso.

A balança me mostrou que foram apenas 2 quilos e 700 gramas.

Independente disso, estou contente com o resultado. Só não posso emagrecer mais.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Sendo um exemplo

Engraçado... em posts anteriores comento a falta de apoio para seguir à risca as indicações da minha nutricionista "terrorista".

De algumas semanas para cá o jogo se inverteu.

Meu marido está pensando em emagrecer e adotar mais saladas de noite.
A mãe de uma amiga pediu uma cópia do meu cardápio personalizado e já emagreceu 3 quilos.
Minha mãe passou a comprar alguns dos produtos que consumo como pão e torrada integrais.
Minha manicure quer fazer o mesmo.
E agora a minha tia querida resolveu que quer fazer a mesma dieta.

Não é fácil.  Não é necessariamente gostoso. Mas vale a pena.

Hoje já faço escolhas melhores naturalmente. E se "peco"acabo sentindo o estômago ficar pesado.
As porções tem que ser menores e já não sinto tanta falta do que é proibido.

Me sinto leve e não é apenas porque perdi muito peso. É uma sensação de saúde, e olha que fiz pouco exercício nesse período.

Portanto meus queridos leitores, fico feliz em constatar que minha batalha deu frutos e que felizmente sou um exemplo sendo seguido.

RESULTADOS PARCIAIS


PASSADOS DOIS MESES.... minhas calças não cabem mais.
Meus sapatos indicam que meu pé encolheu.
Minhas blusas estão soltas.
E os comentários são diários.

Há quem aposte em 8 quilos a menos. Outros falam em 5.
Como ainda não me pesei, ficam as conjecturas assustadoras.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Rio de Janeiro dos mal educados

Quando fala-se do Rio de Janeiro é preciso tomar cuidado porque algumas críticas enervam até os menos sensíveis ao assunto. É liberado falar da violência que obriga mulheres a saírem de casa sem colares porque são assaltadas em Ipanema. Também não há problema em reclamar da bandidagem e promiscuidade do Funk e da poluição do mar que banha a cidade maravilhosa.

Mas o que eu  vi enerva os cariocas. Vi a praia de Ipanema imunda. Cada centímetro da areia tomado por lixo novo e lixo velho. Foi insuportável sentar na areia para brincar com o meu filho e ter que ficar arremessando pás de areia com bichos estranhos para longe. Eles não paravam de sair das profundezas. Bichinhos minúsculos, médios e grandes. Inclusive tivemos um episódio com uma larva.

Para ajudar, na tarde e noite de reveillon um bando de pessoas com crendices estranhas passou a jogar tudo que se pode imaginar no mar em nome de Iemanjá e derivados. Vidros, flores, barcos, panos, copos plásticos com champagne...

É claro que tudo isso foi cuspido de volta para a areia ou na pior dos hipóteses afundou e agora faz parte do cenário da vida marinha fluminense.

(Aproveitando, faço um adendo: ontem fomos ao Planetário. O ar condicionado estava quebrado portanto tivemos a experiência fantástica de como deve ser a temperatura em Mercúrio. E o filme apresentado no teto em cúpula de um dos auditórios era sobre peixes, me levando a pensar que se eu for ao aquário do Rio  talvez assista a um filme sobre o Universo.)

"Twighlight zone"

Eu bem que achei que iria poder cantar aos ventos que fui forte e lutei contra tudo e contra todos, mas caros amigos, se tem uma coisa difícil nessa vida é manter uma dieta como esta em tempos de festas de fim de ano.

O Natal foi apenas uma noite, mas o Reveillon é uma viagem em família para a casa da minha mãe no Rio de Janeiro. As alimentações são muitas, as opções são várias e as oportunidades para tomar um champagne "Möet Chandon Passion" são imperdíveis.

Com essas desculpas apresentadas eu digo: desencanei!

Comi churrasco.
Tomei cerveja.
Comi macarrão normal.
Tomei suco sem ser light.
Comi chocolate.
Jantei pizza.

E assim seguirei até ir embora

Eu juro que não dá pra aguentar tanta pressão da dispensa que me olha convidativa demais.
Então retorno ao mundo sem gosto e sem delícias quando pisar na minha amada São Paulo semana que vem.

domingo, 30 de dezembro de 2012

Buracos na minha camada de ozônio

De heroína a falsária em poucos dias. Esse é o saldo entre o último post e esse de hoje.
Com a entrega da retrospectiva da Band eu me joguei no mundo com a família e vim para o Rio de Janeiro passar o fim de ano.

Empenhada em manter a dieta altamente restritiva avisei a parte carioca da minha família contando que teria todo o apoio, mas a realidade tem sido um pouco cruel.

Até a hora que saí de casa eu estava armada com a minha super lancheira térmica contendo frutas, sanduíche especial feito pelo marido, chá mate diet e torradas, portanto a sobrevivência na viagem estava garantida.

Mas bastou chegar no Rio para topar com a enorme dificuldade das festas de fim de ano. Minha mãe fez uma compra especial para mim, só que a geladeira estava abarrotada com a comrpa feita para as crianças. Chandele de chocolate, sacos de sonho de valsa, nutella, sorvetes, cervejas, champagne....

Até o leite me deu trabalho. O arroz não era integral e a santa da moça que trabalha na casa da minha avó até tentou entender o nível de restrições da minha dieta, mas só hoje é que ficou claro depois que tive que recusar uma panqueca de carne moída meticulosamente feita sem gorduras.

Eu me sinto envergonhada e chata tendo que ir comprar produtos específicos e negando refeições. São tantas ofertas e negativas que no fim eu relaxei para não me estressar nem enlouquecer a todos.

Já tomei uma cerveja no Show do Jota Quest de ontem. Já tomei leite integral no cereal desta manhã. Já comi arroz branco no almoço de ontem. E já tomei o meu amado mate com limão normal na praia de Ipanema.

São pequenos erros que terei que me conformar.
E que venham os próximos dias.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Encarando o Natal - parte 2


EU SOU UMA HEROÍNA. Foi por pouco, mas o saldo é extremamente positivo.

Vejam só:

A caminho de Bragança Paulista eu já estava com fome. Resolvi parar em um posto de gasolina para ver o que podia comprar e tive uma grata surpresa. Aqui vai a dica: posto de gasolina tem "Club Social Integral".

Prova 1 - ok 

A ceia era para cerca de 50 pessoas. Nas mesas apenas pratos bem típicos, suculentos e muito bem preparados. Eu olhava de um lado a outro e não via opções. Comecei a me convencer de que não teria saída visto que a fome apertava de novo.
Quando estava prestes a fazer um prato com farofas, carnes, tutu de feijão e afins, a minha querida prima (por parte de marido) e dona da casa me propõe fazermos uma salada bem simpática com alface que ela mesmo planta, tomate, maçã e pêssego

Foi a salvação! Comi, fiquei satisfeita e uma hora depois me entreguei a um pedaço de peru que eu já tinha pré-aprovado com a nutricionista.
Falando asim tudo parece muito fácil, mas eu juro que tive que fechar os olhos, não remoer as vontades e focar no que eu precisava consumir. Feito isso, desencanei.

Prova 2 - ok

Hoje pela manhã eu enfrentei um outro monstro. Tenho que trabalhar 10 horas num dia em que nada deve estar aberto. Traumatizada com o almoço de ontem e os gastos ridículos em salada resolvi me armar e vir para a Band com muita comida. Mais uma vez ajudada pela prima lá estava eu às 7h30 da manhã fazendo lancheira.

Ceral - ok
Salada com alface, tomate, milho, ervilha e maçã-ok
Pão sírio integral - ok
Pote de sorvete vazio preenchido com pêssegos, maçã e uva - ok
Leite desnatado........... não deu
Teve que ser leite integral mesmo. (menos 1 ponto pra mim)


Mas acho que diante do resultado posso dizer que Prova 3 - tbm foi ok.

Um viva para este Feliz e nutricional Natal.



segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Encarando o Natal -parte 1


 
Tente fazer dieta e sair pra comer.
Tente fazer dieta, ser repórter de televisão e sair para comer.
Tente fazer dieta, ser repórter de televisão e sair para comer na véspera de natal.

Pois é, esse foi o meu dia. Com bolsa térmica recheada de cereais, frutas, iogurte e torradas fui me abastecendo durante o tempo normal de trabalho. Mas o que era para ser um dia de duas marcações, passou para um dia de dois vts e quatro marcações. Com isso o sonhado almoço das 14h passou para uma corrida contra o tempo lá pelas 15h rezando para ninguém notar que eu tinha parado 17 minutos para comer.

Só que não foi tão simples.

Voltando da zona leste fiquei de olho em qualquer sinal de restaurante self-service e nada aparecia. Aparentemente as pessoas param de trabalhar no natal... que coisa... (rs)

Chegando perto da Band tive certeza que uma padaria que sempre tem essa opção não me deixaria na mão. Mas deixou. Hoje só servia lanches.
Sem tempo para meditar sobre as minhas opções caí em um rodízio de carnes que me custou R$ 53,00 para comer uma salada umas fatias de carpaccio e uma micro fatia de picanha assada.
Um viva para a Coca Zero.

O engraçado foi a reação dos garçons quando eu passei a pedir desculpas por não aceitar nenhuma opção do rodízio. Expliquei a minha condição de saúde e eles pareciam compadecer comigo.

Eu dizia:" bem que eu queria uma polenta frita e um coração de galinha, mas não posso moço."
"Desculpe, eu adoro batata frita, mas não posso, estou numa dieta chata..."

Agora preciso encarar um jantar de Natal no interior de São Paulo e tentar sobreviver.
Como dormirei fora e amanhã volto pela manhã direto para a Band, já tenho no carro o kit café da manhã. Tomara que eu consiga um leite desnatado.
Feliz Natal!

AVISO LEGAL:
O conteudo desta mensagem (incluindo qualquer arquivo nela contido) é confidencial. (Artigo 56 da Lei 4.117 de 27 de agosto de 1962, aplicavel aos crimes em telecomunicacoes, nos termos do artigo 215/I, da Lei 9.472, de 16 de Julho de 1997.
DISCLAIMER:
The content of this e-mail (including any attachments) is confidential. (Article 56 of the Brazilian Law #4117, published on August,27th 1962, applicable to telecommunications crimes, according the Article 215/I of the Brazilian Law #9472, published on July, 16th 1997).

domingo, 23 de dezembro de 2012

Comendo fora

Nos últimos dias me testei saindo para comer. E que prova difícil foi esta.

No sábado, como estava trabalhando, fui almoçar no shopping e achei que a melhor saída era o Viena.
Peguei a bandeja e já vi de longe que as escolhas estavam ali. De um lado as saladas e os grelhados. De outro as friturinhas, os doces deliciosos, o macarrão com bacon e molho branco.

Olhei para aqueles pratos lado a lado e cheguei à seguinte conclusão: QUANTO MAIS EU LUTAR COM CADA ESCOLHA, MAIS TEMPO LEVAREI PARA FICAR EM PAZ.

O negócio é o seguinte: não posso e ponto. Não dá pra viver com pena de si mesma.

Sem saber ao certo peguei até um carpaccio, mas fugi da maionese pronta.
Uma coisa que reparei é que arroz integral será sempre uma raridade de encontrar. Ainda bem que um restaurante perto da Band, onde como com frequência, sempre tem.

Hoje o teste foi no restaurante japonês.
Pela primeira vez na vida pedi um temaki sem arroz e não comi sushi.

O temaki ficou aceitável, mas definitivamente não é a mesma coisa.
Comi shimeji, misushiru (?é assim que se escreve?) e sashimis variados. Fiquei saudosa do hotroll e do skin, mas tudo bem.

Bom, estou sobrevivendo. E sendo criativa. Tenho que fazer da cozinha um lugar amigável, então vamos à luta.

Hoje ainda levantei, tomei o café da manhã, dei um tempo e fui malhar já que o marido pôde ficar com o filhote. Dessa vez andei 15 e corri 15. Fiz mais exercícios de musculação e já estou me sentindo meio dolorida apesar do pouco peso que usei.

Estou tentando. Tenho que insistir até entrar no automático.

É claro que preferia ficar em casa, ver TV com a família, comer waffles feitos na minha máquina de waffles e petiscar um sorvetinho. Mas não dá.
Amanhã é um novo dia.

Uma luta solitária

Como jornalista e boa conversadora acabei contando para muitos amigos essa minha nova empreitada e o mais engraçado, ou triste, é ver que a maioria das pessoas me olha com um certo ar de dó e termina dizendo: "mas vc vai seguir isso?"

Bom, não é que eu tenha muita escolha.

Eu recentemente fiz uma boa matéria sobre os danos causados pelo colesterol e apesar de não entender muito bem sobre os triglicérides, no meu caso eles estão em níveis assustadores, então...

Eu escolho uma nutricionista, pago uma consulta, ela me diz o que fazer e as pessoas consideram que eu não vá fazer? Eu sou mãe de um ser incrível. De um presente de Deus! Não tenho direito de escolher mal, de me deixar ruir, de ter infartos, AVCs, entupimentos arteriais.

Minha melhor amiga já disse que não quer fazer exames porque se estiver como eu, não vai seguir a dieta. Minha própria mãe e irmão me questionaram se eu vou ser corretinha demais e seguir à risca o planejamento. E meu marido está indignado que eu cogite esse tipo de alimentação na época do natal.

Eu só posso dizer que é difícil o suficiente ter que mudar radicalmente. Tenho que me forçar toda refeição a fazer escolhas certas e não cair no "só desta vez" e ao invés de ser parabenizada, sou diminuída.

Mas isso está funcionando a meu favor porque só de birra, só de marrentice, eu bato o pé e digo: "agora que comecei essa joça, não paro mais".

Colocando em prática

Quando cheguei ao supermercado para fazer a compra da nova dieta tentei me empolgar.
Olhei para aquela vasta parte de verduras e legumes e pensei: vou fazer isso ficar saboroso.

Logo cheguei nos laticínios e meu coração sentiu muito ter que passar longe do meu iogurte favorito: Grego da Vigor. Mas achei o tal do Molico e do Corpus sabor morango.

Comprei frutas e o abacaxi promete.

OS sucos light já eram comuns para mim então menos mal.
Entre os pães também não há muito desgosto em optar por integrais.
Mas o macarrão e o arroz... ahhh que pena.

Passei longe dos chocolates importados. Da bolacha Bono e da Calipso. Dei tchauzinho para os sorvetes comuns e apostei no tal Molico de creme. Aparentemente ele deve ser saboroso dentro do possível.

Comprei várias latas de atum light. Tem que ser sem óleo, mas não é de todo mal.

E com o carrinho cheio de novos amigos... hora de encarar a nova dieta.

De noite separei mais uma vez o cereal no potinho que roubei do meu filho. O leite desnatado no copo com tampa. As fatias de abacaxi para o lanche da manhã, e as torradas para outro momento.

Já se passaram alguns dias que comecei a criar esta nova rotina e na hora do almoço acabo sempre indo em uma salada meio cheia de coisas e um jantar feito em casa muito parecido.

Por enquanto é "sobrevivível", mas tenho que pensar pouco sobre o que estou sentindo falta.
Mas essa luta interna vale um post individual.

A NOVA DIETA

CHEGOU O GRANDE DIA. Eu estava ansiosa porque achava que a Dra. Renata ia me dar notícias animadoras ao me entregar o planejamento, mas essa alegria logo foi por água abaixo.

Primeiro ouvi que meu peso está bom, e que a meta é peder mais 2kg para ficar perfeito. Até aí tudo bem.

Depois ela começou a enfiar a faca no meu coração e no meu estômago.

A pastinha que me deu traz tabelas nutricionais e quanto posso comer de cada coisa.
Também apresenta um programa de refeições de 3 em 3 horas que não me deixa ter fome.

Mas todo o meu mundo de coisas gostosas sumiu.

Agora devo comer fruta + cereal +  iogurte 0% de tudo, pão integral com polenguinho light e água no café da manhã

Lanche da manhã: fruta

Almoço: muita salada, frango ou peixe grelhado, algum legume refogado, azeite com acidez de até 0,5% e 3 x por semana arroz integral com feijão. Para beber, suco de limão, abacaxi.... ou refrigerante zero.

Lanche da tarde 1: nozes + amêndoas+ fruta + água

Lanche da tarde 2: 2 torradas integrais com cottage (que adoro)

Jantar: salada com salmão, ou atum, ou peixe.... Podendo colocar algum queijo branco
E se quiser, uma gelatina zero. (famosa "sem gosto nenhum")

Meu deus...
Que triste...
Lá vou eu comprar um novo mundo de produtos no supermercado. E não acho tudo isso em supermercados comuns como Extra e Walmart. Tem coisas muito específicas como a manteiga Becel Pro Active que eu só achei em mercados mais caros. Esses pães e torradas integrais com 7 grãos, linhaça e quinoa tbm. O tal do iogurte Molico ou Corpus até acho...

E quem diria, vou investir no salmão.




Dando os primeiros passos

Nessa semana entre a primeira e a segunda consulta na nutricionista, eu consegui ir à academia do condomínio uma vez e fiquei orgulhosa de mim.

Deixei o meu filho com a faxineira, que vem duas vezes por semana e será a minha maior aliada nessa tentativa de voltar a malhar. Como eu já fiz exercícios de academia diversas vezes nos meus 33 anos, sabia que devia começar devagar, sem me arrebentar nos primeiros dias.

Orgulhosamente conto que andei de forma rápida por 20 minutos e corri 10, sem morrer.
Depois fiz leves exercícios de musculação e terminei fazendo os abdominais em casa com o meu pequeno pulando em cima de mim. Foi gostoso e divertido.

Acabei escolhendo saladas rebuscadas e caras na hora do almoço e cereais pela manhã, pois já sabia que a dra. indicaria isso.

Dá pra sobreviver, mas já me sinto uma alienígena solitária no mundo que come livremente. Eu, por outro lado, preciso pensar, escolher, preparar, separar, andar com uma bolsa térmica que se tornou minha melhor amiga.

A grata surpresa é que essas saladas caríssimas (variando de R$ 25 a R$35 reais) são realmente gostosas. Tem uma que me conquistou que contém shitake, laranja, brie, tomate cereja, alface, castanhas de caju e molho de mostarda com mel (que é um problema, mas...)

Foi bom descobrir que salada pode ter gosto.

De cara com a nova realidade

Após passar uma semana sem saber o que podia comer, marquei uma consulta com a nutricionista Renata Sagretti. Durante quase uma hora ela investigou os meus hábitos alimentares e ritmo de vida.
Como repórter de jornal diário, o que eu mais pude dizer é que não tenho nada regrado.

Quando come? Quando dá.
O que come? Depende de onde estou.

Mas como eu precisava abastecê-la de informações mais precisas fiz um esforço para ser mais clara e fiquei envergonhada ao responder.

Percebi que na correria de trabalhar e pegar o meu filho na escola sem ter que viver pagando horas extras, negligencio meu almoço e passo no McDonalds 3x por semana.
Que quando tomo café da manhã, geralmente vamos a uma padaria onde peço risoles, x-burguer, coca-cola normal... E pra viagem já peço dois bombons.
Lanche? Qualquer coisinha à mão. Bolacha recheada, queijo muzzarela em tiras.

E de noite um macarrão, um tostex, um risoto.

No fim, tudo errado. Mas essencial pra mim, que gosto de comer bem.

A Dra. olhou preocupada e me deu um papel com as seguintes PROIBIÇÕES:
nada que contenha AÇÚCAR / FARINHA DE TRIGO BRANCA / FRITURA E CREME DE LEITE.

Bom, a partir daí comer é hora de mau humor.

Ela me pediu para voltar na semana seguinte para me entregar um planejamento alimentar. E deixou claro que se eu não começar a fazer exercícios, metade do trabalho para baixar esses índices de coleterol e triglicérides, vai por água abaixo.