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sábado, 15 de junho de 2013

Nos estúdios do Harry Potter





"O importante é que emoções eu vivi". E isso foi só o começo. 
A Warner manteve intactos quase todo os estúdios onde foram gravados todos os filmes da série Harry Potter. Os dois galpões gigantescos ficam a um trem (20 minutos) e um ônibus (15 minutos) de distância de Londres. 

O ingresso deve ser comprado com antecedência e tem hora marcada, por isso programe-se antes de embarcar na aventura. Aliás, é bom levar um lanche que não faça sujeira na mochila porque uma vez lá dentro você pode levar muitas horas passeando. Eles tem uma micro lanchonete entre os estúdios mas para chegar lá você demora muito. Pelo menos nós demoramos.

A guia inicial avisa que pode levar umas 3 horas para ver tudo. Uma vez lá dentro você fica livre para andar e ver o que quiser, pelo tempo que quiser. Por isso nós levamos 5 horas. 



A entrada é em um saguão com fotos dos atores principais. Logo na fila para a entrada (pra valer) já é possível babar pelo cenário da escada com armário onde o Harry dormia quando morava com os tios. Só ali já dá pra tirar umas boas fotos.







Depois a mágica acontece. Todo mundo entra em uma sala de cinema, assiste a uma apresentação com os atores do filme e quando essa tela sobe aparece a entrada do salão principal de Hogwards. O salão me deixou sem palavras. Era como estar lá de verdade. E esse foi só o começo.

Por todos os lados estão manequins com as roupas usadas pelos atores. Dumbledore... Hagrid (que em close era o ator de verdade, mas em cenas abertas era um ator grande em uma roupa gigante, sapatos desproporcionais e uma cabeça robótica com a cara do ator de verdade).... Snape.... Harry... Herminone... Ron....

Depois vem o quarto dos rapazes, o escritório do Dumbledore, a casa dos Weasleys, a sala de aula de pocões, a casa do Hagrid... E assim segue.



Mais perto do final deste galpão estão partes interativas com fundo virtual (verde). Aqui podemos aprender com o professor dos atores a fazer os movimentos corretos para lutar com a varinha. Também dá pra sentar numa vassoura voadora e se ver pela Tv voando sobre a água, sobre Hogwards e outros cenários. É claro que a foto e o vídeo ficam disponíveis e quem quiser comprar paga um valorzinho simpático.

Depois disso vamos para fora do galpão e encontramos outros cenários como a casa onde Harry morou com os tios na Privet Drive e a casa onde os pais dele foram mortos. Lá também está a ponte de madeira de Hogwards onde o trio sempre pára para conversar, o ônibus de 3 andares e a moto com side car do Hagrid.

Ali também está uma micro lanchonete muito tosca e a banca com BUTTER BEER.
Eu confesso que fiquei ressabiada mas experimentei. E me arrependo de não ter tomado várias "doses".
É uma delícia. Parece que misturam refrigerante de guaraná com espuma de caramelo.

No outro galpão estão espaços com os segredos do filme. As traquitanas tecnológicas pra fazer algumas cenas, os monstros, os desenhos dos cenários e o Beco Diagonal. A rua é incrível mesmo. Está tudo lá. E mais do que nunca você se sente no filme.

Pra terminar chegamos na parte que encheu os meus olhos de lágrimas: a maquete gigante do castelo.
Lá foram filmadas todas as cenas externas do castelo. É tudo perfeito e muito meticuloso. O castelo deve ter uns 5 metros de altura ou mais.

Ali dá pra gastar uns 20 minutos só admirando a excelência do trabalho da equipe dos filmes.

Quando o tour acaba começa outro tour. Pela loja de presentes.
Enfim... um suplício porque eu queria levar tudo.
Acabei comprando um óculos e uma varinha da Professora McGonagall. Aquisições que viraram relíquias em casa e estão muito bem guardadas.

Até a próxima!








Buggy em Natal e o jegue Ronaldo


Natal é a cidade do sol e dos passeios de Buggy.  Passear sobre as dunas requer muito mais conhecimento do que um motorista habilitado possa imaginar. O carro é por si só um tanque com rodas largas, apoios de segurança para os passageiros e outras engenhocas que esta jornalista não consegue reproduzir por falta de conhecimento em mecânica.
Fato é que a oferta de passeios e empresas chega a deixar o turista confuso. E as histórias e alertas que recebi antes de viajar com minha família me deixaram mais atenta.
Os guias/bugueiros são quase uma máfia. Tem gente boa e gente doida. Motoristas irresponsáveis e pessoas muito qualificadas. Para a minha sorte  o meu marido tinha gravado uma matéria com o Jaeci Neto, que tem o melhor carro da turma de Natal. E além do equipamento de qualidade, a própria figura dele já vale comentário. Simpático, atencioso, cuidadoso, prestativo e com bom preço.
Andamos o dia todo e em nenhum momento me senti insegura tendo meu filho de dois anos nos braços. Paramos em locais onde a natureza dá um tapa na cara por ser tão bonita. Meu filho andou no jegue de nome Ronaldo e com flores rosas na cabeça... vai entender...
Chegamos a piscinas naturais com peixes, passamos por dunas íngremes, vimos dromedários e até uma iguana verde, verde, verde.
Paramos para comer espetinho de lagosta e tomar caipirinha de cajá com vodka (parte boa de não estar dirigindo). Fizemos ski-bunda, e o ski-bunda na água.
Almoçamos em um restaurante delicioso e terminamos o dia voltando para o hotel pela praia tendo um pôr do sol de cinema nas costas.
A alegria de todos foi traduzida no sorriso do meu pequeno que à esta altura já estava de pé, apoiado na barra de proteção aproveitando o vento no rosto e nos cabelos.
A nossa experiência foi tão boa que repasso a vocês. Quem for para natal, pode contar com o Jaeci Neto.
 jaecineto@hotmail.com
(84) 9975-0194
Até a próxima
Marina

quinta-feira, 25 de abril de 2013

Julgando o meu primeiro julgamento

No sábado eu fui escalada para cobrir o meu primeiro julgamento.
E apesar de já ter quinze anos de profissão esta foi a primeira vez que vi o embate entre promotoria e defesa ao vivo.

Após a experiência posso dizer com todas as letras: É FASCINANTE!

O clima era de seriedade mas logo no início a enrolação do promotor, que gastou quase dez minutos agradecendo o juiz, o escrivão, a faxineira, os jurados, me levou a rir respeitosamente.

Estes, por sua vez, eram um grupo de jovens. Duvido que qualquer um deles tenha sequer a minha idade (33), e a jurada mulher me parecia ter 16 anos, mas como é necessário ter mais de 21 para ocupar uma cadeira no júri, imagino que ela tenha a idade mínima.

A juventude me preocupou porque achei inconsequente deixar nas mãos de pessoas com tão pouca experiência de vida, o resto da vida de outras pessoas.

Vinte e seis homens acusados pelo chamado "Massacre do Carandiru" estavam sentados do lado direito do juiz, à minha esquerda.  Olhei para a maioria deles e me impressionei ao ver tantos senhores de cabelos brancos e rostos aparentemente incrédulos. Alguns aparentavam deboche, outros desconforto.
Imaginei que algum deles diria: Maldito dia em que pisei no Carandiru.

Cheguei a ter pena, mas como Rui Barbosa bem lembrou, "os canalhas também envelhecem".

Eles aguardaram 20 anos para este julgamento e durante 3 horas de apresentação da promotoria, ficaram estáticos em seus lugares.
Eu, por outro lado, me mexia desconfortável na poltrona, tentando ouvir o que o promotor Fernando Pereira da Silva dizia. Ele parecia uma pastor dando um sermão para os fiéis. Horas elevava a voz e era energético. Outras vezes sussurrava tão baixo que todos os colegas jornalistas se inclinavam levemente para tentar compreender o que era dito.

A própria advogada de defesa mudou de lugar. Saiu do seu posto ao lado dos réus para ocupar uma poltrona no meio da platéia em frente.

Mas a mágica estava na lábia do promotor. Laudos com trajetórias das balas... Números contundentes... Comparações históricas... Quando acabou, eu tive pena da Dra. Ieda Ribeiro de Souza. Como ela iria rebater tudo aquilo? Provas incontestáveis...

Foi neste momento que resolvi não ir embora, mesmo com a chegada do meu colega Sandro Barboza ao tribunal. Liguei para a minha família e avisei que não sairia do Fórum da Barra Funda até ver o argumento da defesa.

Não me arrependi da decisão.

Após mais uma sessão de agradecimentos desnecessários, o clima começou a esquentar. Enquanto o promotor pintou o grupo como um coletivo de irresponsáveis, a defesa focou nos indivíduos. Pais de família, condecorados, batalhadores. Defensores dos cidadãos que foram colocados em um ambiente hostil, em um momento onde a PM não tinha equipamentos adequados e não podia se responsabilizar por alterações nas cenas dos crimes porque entrou, agiu e saiu. Ponto.

A Dra. era enfática. Energética. Passional.

No primeiro round do dia achávamos que não tinha volta e que não haveria réplica ou tréplica. Mas como ela causou feridas na acusação, o julgamento ficou ainda mais longo.

Para a minha frustração, não pude continuar acompanhando este jogo de xadrez, de pinceladas em brechas legais, de mocinhos e bandidos ao contrário.

Deixei o fórum curiosa e vibrando com a perspicácia desses advogados que só pela quantidade de papéis nas mesas, devotaram muito tempo para entender um dos dias mais marcantes da história criminal do País.

Soube pelo Sandro que a briga continuou boa depois que saí, mas que o outro promotor, Márcio Friggi, foi ainda mais competente e carismático, ganhando os jurados e conseguindo a condenação dos réus.

Seja como for, a experiência jornalística foi inesquecível e me fez ter mais respeito pelo processo jurídico.
Cheio de falhas, de enrolações, de homenagens sem propósito. Mas com muito estudo, paixão, envolvimento, jogo de cintura e coragem. Sendo essa a principal característica que vi nas oito horas de julgamento que presenciei.

sábado, 9 de março de 2013

RESULTADOS concretos

A pedidos fui atrás de uma balança confiável para saber exatamente quantos quilos eu perdi. Confesso que fiquei ansiosa para descobrir em números o que as roupas e o espelho já me dizem.

Na Band eu ouvi de colegas que eu teria perdido  de 5 a 8 quilos...

Bom, não foi nem perto disso.

A balança me mostrou que foram apenas 2 quilos e 700 gramas.

Independente disso, estou contente com o resultado. Só não posso emagrecer mais.


quarta-feira, 6 de março de 2013

Sendo um exemplo

Engraçado... em posts anteriores comento a falta de apoio para seguir à risca as indicações da minha nutricionista "terrorista".

De algumas semanas para cá o jogo se inverteu.

Meu marido está pensando em emagrecer e adotar mais saladas de noite.
A mãe de uma amiga pediu uma cópia do meu cardápio personalizado e já emagreceu 3 quilos.
Minha mãe passou a comprar alguns dos produtos que consumo como pão e torrada integrais.
Minha manicure quer fazer o mesmo.
E agora a minha tia querida resolveu que quer fazer a mesma dieta.

Não é fácil.  Não é necessariamente gostoso. Mas vale a pena.

Hoje já faço escolhas melhores naturalmente. E se "peco"acabo sentindo o estômago ficar pesado.
As porções tem que ser menores e já não sinto tanta falta do que é proibido.

Me sinto leve e não é apenas porque perdi muito peso. É uma sensação de saúde, e olha que fiz pouco exercício nesse período.

Portanto meus queridos leitores, fico feliz em constatar que minha batalha deu frutos e que felizmente sou um exemplo sendo seguido.

RESULTADOS PARCIAIS


PASSADOS DOIS MESES.... minhas calças não cabem mais.
Meus sapatos indicam que meu pé encolheu.
Minhas blusas estão soltas.
E os comentários são diários.

Há quem aposte em 8 quilos a menos. Outros falam em 5.
Como ainda não me pesei, ficam as conjecturas assustadoras.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Sendo justa com o Rio

No post anterior eu reclamei.
Hoje eu parabenizo.

Fomos no fim da tarde no parque dos patins lá na Lagoa Rodrigo de Freitas e o saldo é muito positivo.
As opções para as crianças são quase incontáveis e abrangem todas as faixas etárias. Inclusive as crianças crescidas como eu. Tudo é muito bem cuidado e a vista é digna de dar saudade ao chegar em São Paulo. Quem olha para a lagoa vê aquela lindíssima árvore de natal e toda a paisagem que compõe o cartão postal. Quem olha para a avenida atrás vê muitas árvores, prédios de arquitetura elegante e gente saudável. (que inveja)

As opções de comida também merecem comentário porque variam de uma banca de água de coco que tem 4 câmeras de segurança a um restaurante árabe muito conceituado. Tudo com muito espaço ao ar livre e aproveitando o cenário que os rodeia.

Uma pena não ter aproveitado mais. Foram dois dias de chuva e amanhã é hora de voltar.
Fica para a próxima.